Fala-se muito em juventude em dinamizar a fila-telia nas camadas mais jovens, em atrai-los para o seio dos Clubes e Associações. Ouvimos frequentemente dirigentes filatélicos ensinar o processo de o fazer mas isso, é só retórica, na prá-tica, não os vemos a fazer absolutamente nada.
Realmente, quando se trata de trabalho com a juventude, ao ter que dispender tempo com um horário certo e de uma maneira continuada, ao ter que descer ao nível de um adolescente e ter que lhes ensinar os rudimentos de filatelia, ao ter que dar apoio de uma forma racional e adaptado á idade do jovem ao ter que assumir e praticar o que apregoa ai o dirigente esquece-se do que disse, esquece-se dos jovens, esquece-se que a sua Agremiação necessita de jovens, esquece-se que o lema é servir e....em troca, serve-se da Filatelia. Mais grave, serve-se por vezes da ignorância dos jovens para concretização dos seus interesses pes-soais.
É este, infelizmente o triste espectáculo a que assistimos. Constatamos amargamente que os Clubes quanto maiores são, menos juventude têm no seu seio e menos acções fazem em prol dos mais novos. Se o fazem, por vezes e esporadica-mente, é com boas intenções, assim o pensamos.
Falta, depois, a continuidade, que deve ser cons-tante. A semente é lançada e, em seguida, sim-plesmente abandonada. Desperdício absoluto de tempo, de dinheiro e de algumas boas vontades. É a pura das realidades dos nossos últimos anos.
Que interesse tem fazer acções nas Escolas se não houver alguém que depois dê apoio de uma maneira continuada?
Para quando uma viragem, por parte dos nossos dirigentes filatélicos, sobretudos dos mais retrógrados? |